Informação Geral
Memorial da Ermida  
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  • Nome: Memorial da Ermida
  • Tipologia: Monumento Funerário
  • Classificação: Monumento Nacional, pelo Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 de junho de 1910
  • Concelho: Penafiel
  • Estilo: Românico
  • Estado de Conservação: Bom 
  • Horário da Visita: Livre 
  • Preço da Entrada: Gratuito 
  • Acesso p/ Deficientes: Razoável 
  • Serviços de apoio:
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt  
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Lugar da Ermida, freguesia de Irivo, concelho de Penafiel, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A11 (Esposende/Marco de Canaveses) siga na direção da A4 (Bragança/Matosinhos). Saia no nó de Lousada/Penafiel e depois siga a sinalização da Rota do Românico até ao Memorial da Ermida.

    A partir do Porto opte pela A3 (Valença) e depois pela A4 (Vila Real). Saia no nó de Lousada/Penafiel e depois siga a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Paço de Sousa.

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 / Este / A41 CREP. Escolha depois a A4 (Vila Real), saia no nó de Lousada/Penafiel e siga a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Paço de Sousa.

    Se já se encontra na cidade de Penafiel, tome a direção de Entre-os-Rios, pela estrada N106, seguindo a sinalização da Rota do Românico/Mosteiro de Paço de Sousa até ao Memorial da Ermida.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 10' 10.360" N / 8° 19' 48.594" O 
História
História
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Memorial da Ermida As características do estilo de decoração empregue na construção deste monumento apontam para meados do século XIII.

As folhas esculpidas a bisel, de acordo com a técnica empregue pelo ateliê de pedreiros que, nessa época, trabalhou no estaleiro do Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, assim o parece indicar.

Personalidades Históricas
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D. Mafalda
D. Mafalda
D. Mafalda (1195-1256) era filha de D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão e neta de D. Afonso Henriques. Dada em casamento a
Henrique I de Castela, que morre dois anos depois, regressa a Portugal para se instalar no Mosteiro de Arouca. O seu corpo incorrupto ainda ali se mantém.

A ligação de D. Mafalda à região do Tâmega e Sousa advém da confiança que o rei D. Sancho depositava na família dos Ribadouro, entregando a educação da sua filha legítima a Urraca Viegas, uma das filhas de Egas Moniz.








D. Sancho I
D. Sancho I
D. Sancho I de Portugal (Coimbra, 11 de novembro de 1154 - Coimbra, 26 de março de 1211) foi cognominado de O Povoador, pela forma como promoveu o povoamento do território, nomeadamente através da criação da cidade da Guarda (1199), Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187) e Bragança (1187), recorrendo a imigrantes da Flandres e da Borgonha. Armado cavaleiro pelo seu pai, D. Afonso Henriques, assume a chefia do reino aos 18 anos, em 1172, depois de um acidente que incapacitou o rei durante a Batalha de Badajoz, em 1169.

Liderou, enquanto Príncipe, uma campanha militar ofensiva na Andaluzia (1178), que lhe granjeou o apoio dos portugueses e de seu pai. Em resposta, os almóadas efetuaram várias incursões entre 1179 e 1184, ao mesmo tempo que Leão também retomava as hostilidades contra Portugal.

Aclamado rei a 9 de dezembro de 1185, D. Sancho aproveita a morte do rei de Leão, a ausência do sultão de Marrocos em África e o apoio de uma armada de cruzados para encetar uma nova ofensiva contra os almóadas. Conquistado o Algarve, passa a ostentar o título de rei de Portugal e do Algarve.

O rei português foi responsável pela restauração das finanças do Reino e pela promoção da cultura em Portugal e no estrangeiro.



Urraca Viegas
Nasceu por volta de 1130, sendo filha de Egas Moniz e Teresa Afonso, da família dos Ribadouro. Patrona do Mosteiro de São Salvador de Tuías, no Marco de Canaveses, foi aia de D. Mafalda, filha de D. Sancho I e neta de D. Afonso Henriques, a quem educou como se fosse sua filha, deixando-lhe, em 1199, uma parte considerável dos seus bens.

Lendas e Curiosidades
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Conta a lenda que os memoriais de Ermida, Sobrado, Arouca, Alpendorada e Lordelo terão sido erguidos para assinalar o ponto de paragem do cortejo fúnebre de D. Mafalda, filha de D. Sancho I e neta de D. Afonso Henriques, falecida no regresso de uma veneração à imagem de Nossa Senhora da Silva, na Sé do Porto, de quem era devota.

A morte terá ocorrido em Rio Tinto, a 1 de maio de 1257. A viagem de translado do seu corpo terminou no Mosteiro de Arouca, que ajudou a reformar, onde foi sepultada.

Mosteiro de Arouca

Em todo o território nacional sobram apenas seis exemplares deste tipo de monumento funerário que, segundo alguns especialistas, será um exclusivo de Portugal.

A sua função, apesar de não estar totalmente esclarecida, prende-se com a colocação de túmulos, a evocação da memória de falecidos ou a passagem de cortejos fúnebres.

O Memorial da Ermida esteve, inicialmente, localizado junto à estrada velha que, saindo do Porto, atravessava a freguesia de Paço de Sousa.

As transformações da rede viária, que se realizaram no início do século XX, implicaram a transladação do monumento.

Cronologia
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Séc. XIII – Edificação original;

1940 (década) – Obras de restauro;

1960 – Vedação do terreno privado que circunda o monumento por iniciativa do proprietário, impedindo o seu acesso e transgredindo a zona de proteção do Memorial;

1998 – Integração do Memorial da Ermida na Rota do Românico do Vale do Sousa;

2005 – Obras de conservação geral do imóvel e envolvente no âmbito da Rota do Românico do Vale do Sousa.

Especialidades
Arquitetura
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Este monumento é um exemplar de arquitetura funerária, românica, composto por memorial de plinto retangular de quatro fiadas de silhares graníticos, com sapata, sendo a superior decorada por um sulco que torneia a plataforma, sobre a qual se ergue uma parede rasgada por arco quebrado, com aresta em toro e decoração em bolame.

O conjunto é encimado por uma cornija com friso de decoração fitomórfica, biselada com remates prismáticos nos extremos. No vão do arco encontra-se uma pedra sepulcral, desprovida de decoração, possuindo somente um toro em relevo que a envolve, assim como no seu vértice, estando assente em dois blocos com colunelos esculpidos, que apresentam capitéis com faces humanas toscamente modeladas. O monumento encontra-se rodeado por uma base de lajes graníticas.

Existem apenas seis exemplares conhecidos deste tipo de construção de monumento funerário. Este assenta sobre uma base pétrea retangular, na qual foi aberta a cavidade sepulcral que, de acordo com especialistas, era antropomórfica.

Um friso, no qual foram esculpidas folhas tratadas a bisel, segundo as técnicas da oficina de pedreiros que, em meados do século XIII, trabalhou no Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, em Penafiel, remata a parte superior do monumento. Estas características estilísticas sugerem que a construção terá ocorrido em meados do século XIII.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa, no qual foram definidas as linhas diretrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projetos técnicos de execução e respetivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, enunciaram-se as condicionantes consideradas de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.
  
O objetivo do Estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Proteção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Envolvente do Memorial da Ermida

Procedeu-se, também, à definição das áreas de atuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios e, simultaneamente, corrigir e/ou criar estruturas e infraestruturas de apoio.

O Estudo indica que a criação de uma rotunda, prevista para o cruzamento da estrada N106-3 com a estrada municipal 593, deverá ser devidamente integrada no projeto definido para o imóvel, nomeadamente através da execução de passeios ao longo destas vias, da uniformização das paragens de autocarro e da revisão do posicionamento e eficiência da iluminação pública.

O posto de transformação de energia é considerado um elemento negativo, com presença agressiva, propondo o Estudo que seja removido ou alvo de uma intervenção profunda.

Na proximidade do Memorial deverão ser salvaguardados e preservados os pequenos núcleos florestais existentes, tal como deverá ser acautelado o eventual impacto da urbanização emergente ao longo da estrada N106-3 e uma faixa de transição para o monumento.

O Estudo propõe, ainda, que sejam salvaguardados os terrenos agrícolas em torno do imóvel, para promoção e consolidação desta unidade de paisagem positiva.

O posto de abastecimento de combustível existente junto ao imóvel deverá ser objeto de reformulação e correção estética.

Recuperação e Valorização
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O monumento recebeu tratamento para cessar a atividade das colonizações biológicas e da vegetação, através da aplicação de uma solução a dois ou três por cento de biocida formulado à base de amónio quaternário, pulverizada abundantemente sobre as superfícies e em três demãos.

Recuperação do Memorial da Ermida

As zonas mais fragilizadas ou com sinais de desagregação granular ativa receberam um tratamento de pré-consolidação, por intermédio da impregnação com um consolidante constituído por compostos orgânicos à base de silício e com baixo peso molecular.

Recuperação do Memorial da Ermida

Os procedimentos de limpeza da superfície decorreram em duas fases: uma primeira a seco, através da escovagem com recolha de todos os depósitos, e uma segunda húmida, com a aplicação de água nebulizada com ciclos de escovagem. As juntas foram limpas por intermédio da eliminação mecânica de argamassas degradadas ou de natureza inadequada, removendo-se as raízes e as terras.

Recuperação do Memorial da Ermida

No preenchimento das juntas utilizou-se uma argamassa com base numa mistura de cal aérea hidratada e ligante hidráulico, em proporções iguais. Para as zonas de fraca resistência mecânica ou em desagregação, procedeu-se à consolidação através de compostos orgânicos à base de silício e com baixo peso molecular. Finalmente, aplicou-se em todas as superfícies um hidrorepelente que permite as trocas gasosas.

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Saber mais
Bibliografia
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